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1. Com duas medalhas de ouro olímpicas e três pan-americanas no salto triplo, Adhemar Ferreira da Silva pode ser considerado o maior nome brasileiro do atletismo em toda a história. Suas duas medalhas olímpicas, inclusive, renderam-lhe homenagens do São Paulo Futebol Clube, onde treinava na época. Foram incluídas duas estrelas amarelas no escudo do time em homenagem aos feitos do triplista.

3. A hegemonia olímpica do atletismo varia de acordo com o tipo de prova em questão. Com forte característica de explosão muscular, os norte-americanos são os grandes nomes nas provas de velocidade, com 468 medalhas de ouro de 1100 distribuídas em todo o atletismo na história dos Jogos. Nas provas de média e longa distância, porém, o domínio é dos africanos, que conquistaram 54 medalhas nesse tipo de competição. Já nas provas de salto em altura, quem tem mais conquistas são os europeus, com 469 medalhas nos Jogos.
4. Atualmente, o nome de maior destaque mundial no atletismo é Usain Bolt. Aos 22 anos, ele tornou-se o primeiro na história a vencer os 100 m rasos e os 200 m rasos com recordes mundiais nas duas provas, 9s69 e 19s30, respectivamente. Antes, nove atletas já haviam conseguido vencer as duas provas mais rápidas do atletismo na mesma Olimpíada, mas não com tamanha rapidez. O último a conseguir o feito havia sido o norte-americano Carl Lewis, 24 anos antes, em Los Angeles-1984.
5. O atletismo é um dos esportes com mais histórias curiosas nas Olimpíadas. Na última, por exemplo, o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima liderava a maratona masculina com folga quando o padre irlandês Cornelius Horan invadiu a pista e o impediu de continuar correndo por algum tempo. Com o acontecimento, o brasileiro acabou caindo para a terceira posição e, no final, ficou mesmo com o bronze. Como prêmio de consolação, o Comitê Olímpico Internacional (COI) concedeu-lhe a medalha Pierre de Coubertin, que valoriza os atletas que prezam mais a competição que a vitória.
6. Outro episódio marcante no atletismo olímpico aconteceu nos Jogos de 1988, na Coréia do Sul, quando o jamaicano naturalizado canadense Ben Johnson venceu a prova de 100 m rasos com o tempo de 9s83 (recorde mundial na época). Entretanto, após seu exame antidoping ter dado positivo para estalonozol (um tipo de esteróide anabolizante), o corredor não apenas perdeu a medalha para o norte-americano Carl Lewis, que havia terminado na segunda colocação, como acabou banido do esporte.
7. Carl Lewis, aliás, é o maior vencedor da história do atletismo. São nove ouros e uma prata em quatro Jogos Olímpicos (1984, 1988, 1992 e 1996). Foram dois primeiros lugares nos 100 m, um nos 200 m rasos, dois no revezamento 4 x 100 m, e quatro no salto em distância, além de uma prata nos 200 m rasos.
8. No Brasil, o episódio mais conhecido de doping no atletismo é o da saltadora Maurren Maggi. Campeã Pan-Americana em 1999, em Winnipeg, no Canadá, no salto em distância, a atleta foi pega no exame em 2003, próximo aos Jogos de Santo Domingo, na Republica Dominicana. A substância encontrada foi o clostebol, que faz parte da composição de um creme cicatrizante aplicado pela atleta na virilha após uma sessão de depilação definitiva. Maggi foi suspensa por dois anos. A atleta abandonou a carreira depois disso e só retomou os treinos em 2006, de olho em Pequim. Nos Jogos Olímpicos de 2008, Maurren surpreendeu o mundo ao conquistar a medalha de ouro no salto em distância.
9. Na edição de 1936 das Olimpíadas, realizada em Berlim, na Alemanha, em plena Segunda Guerra Mundial, o atleta Jesse Owens, negro, frustrou as expectativas do ditador nazista de comprovar a teórica supremacia da raça ariana. Owens conquistou quatro ouros nas provas de 100 m e 200 m rasos, no revezamento 4 x 100 m e no salto em distância.
10. O racismo também foi motivo de confusão nas Olimpíadas de 1968, na Cidade do México. Os norte-americanos Tommie Smith e John Carlos, ouro e bronze, respectivamente, nos 200 m rasos, subiram ao pódio de luvas negras e ouviram o hino de punhos cerrados e braços apontados para o céu como forma de protesto. Como não admitia esse tipo de iniciativa em suas competições, o Comitê Olímpico Internacional (COI) deixou ambos fora de competições internacionais durante um ano.
11. Um acidente acontecido recentemente chocou o atletismo brasileiro. Durante a final do Troféu Brasil, realizado no Estádio do Ibirapuera, em São Paulo, a árbitra Liamara Lourenço teve seu pé esquerdo atravessado por um dardo de competição. O equipamento precisou ser serrado, e, já hospitalizada, ela foi submetida a uma cirurgia para a retirada da ponta do dardo de seu corpo.
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